NOFX: não faz mais que um bom show em Porto Alegre

Posted: 4 de Março de 2010 in Reviews
Banda NOFX Banda NOFXBanda NOFX Banda NOFXBanda NOFX Banda NOFX
Banda NOFX Banda NOFX Banda NOFXBanda NOFX Banda NOFX Banda NOFX
Banda NOFX Banda NOFX Banda NOFXBanda NOFXBanda NOFX Banda NOFX
Banda NOFX

NOFX – 03/2010, um álbum no Flickr.

NOFX

Pepsi On Stage, Porto Alegre (03/03/2010)

Cheia de carisma, mas com uma apresentação longe do esperado, a banda californiana de punk rock NOFX tocou pela terceira vez em Porto Alegre na noite desta quarta no Pepsi on Stage. Em 1997, eles vieram ao sul no auge da banda. Em 2006, com a fama internacional já consolidada, realizaram o sonho de muita gente. Agora, em 2010, apenas fizeram um bom show de punk rock.

A abertura ficou por conta da Pernalonga, já conhecida por dividir palco com artistas consagrados do estilo. Foi uma apresentação que evidenciou a influência que o NOFX exerce até hoje. Os gaúchos tocam o hardcore melódico dos anos 90, do qual os donos da festa foram pioneiros. O som é bem feito, mas pouco criativo. Empolgaram com os covers A-OK (Face to Face) e Generator (Bad Religion). Há em Porto Alegre bandas que teriam feito mais bonito diante de tal responsabilidade.

Quando uma atração internacional entra no palco, ou começa a tocar logo em seguida, ou faz uma apresentação grandiosa, com direito a riffs especiais e o vocalista gritando o nome da cidade em questão para o delírio do público é sempre um momento aguardado com expectativa – e não foi diferente com o NOFX. Mas eles simplesmente chegaram ao palco e se posicionaram, como quem não quer nada. Os fãs gritavam, berravam, urravam. E eles ali numa boa. Falaram uma ou duas coisinhas, e aí sim, começaram.

Os primeiros minutos foram dignos de um grande show. A faixa de abertura foi Linoleum. E é impressionante como aquela música manjada, que qualquer bandinha que esteja começando se mete a fazer cover, soa tão bem quando executada por seus autores. O público cantou junto e, como o som do Pepsi on Stage estava baixo, por vezes se ouvia mais o povo que a voz do baixista e vocalista Fat Mike.

O NOFX seguiu no embalo, e continuou tocando canções do Punk in Drublic, um dos álbuns mais clássicos da banda. Fat Mike superestimou o conhecimento dos fãs ao esperar que eles cantassem Leave it Alone sozinhos. Não rolou. Só ele cantou mesmo. Perfect Government e The Brews ainda levaram o público ao delírio, assim como as faixas mais recentes Seeing double at the triple rock e o ska Mattersville.

A inconfundível presença de palco dos caras apareceu mais nos primeiros momentos. Os anos passam, e os agora titios do hardcore não aguentam pular e dançar durante um show inteiro. Fat Mike mostrou uma certa dose de impaciência com o público ao ironizar um fã que exibia uma camisa do Bad Religion. E quando a galera entoou o clássico “hey, ho, let`s go”, sobrou até para o Ramones: “somos melhores que eles”, disse o vocalista do NOFX.

Banda poderia ter provado isso – ou não, Ramones é Ramones – se tivesse feito um grande show do início ao fim. As pausas para falar bobagem ficaram cada vez mais frequentes e longas, o que tornou a apresentação desinteressante em alguns momentos. Ainda assim, em outros, os californianos deixaram o público contente com faixas como Reeko e The Brews, do Punk in Drublic, e Quart in Session, do So long and thanks for all the shoes, além de Drugs are good. Ainda rolou a triste My Orphan Year, na qual Fat Mike fala sobre a morte de seus pais, na versão do álbum Coaster.

A semelhança com o setlist do show de 2006 incomodou um pouco. Podiam ter variado mais. I’m telling Tim – que acabou sendo, de novo, uma das melhores músicas da noite –, Eat the meek, I wanna be an alcoholic, poderiam ter sido substituídas por uma das milhares de canções que os gaúchos nunca viram ao vivo. Lembrando que, mais uma vez, os norte-americanos deixaram de fora o Ribbed, um de seus melhores álbuns.

Claro que eles não deixariam de tocar os clássicos. Bob valeu porque significa muito para um fã do NOFX ver o guitarrista El Hefe puxando o trompete para fazer o solo. Assim como aconteceu no início do clássico Kill all the white men. Outra faixa imperdível foi Don’t call me white. Bottles to the ground também animou o público.

Foi um bom show. E só. E quem conhece NOFX sabe que eles podem muito mais que isso. Ou pelo menos um dia puderam.

por Felipe Truda

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s