Velhas Virgens: noite completa, com aquecimento e saideira, em Porto Alegre

Posted: 10 de Junho de 2011 in Reviews
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Velhas Virgens – 06/2011, um álbum no Flickr.

VELHAS VIRGENS

Opinião, Porto Alegre/RS (09/06/2011)

Uma noite completa, com direito a aquecimento e saideira em meio a muita sexualidade (ou putaria mesmo), seja apenas dita ou encenada, o fato é que com a ajuda do melhor lubrificante social que existe, o trago, tudo acontece em uma noite como essa. Assim foi aquela quinta-feira, 9 de junho, em Porto Alegre, quando um dos grupos mais conhecidos do rock independente nacional subiria ao palco do Opinião para comemorar seus 25 anos de estrada realizando a gravação de seu novo DVD. Sim, aqui em Porto Alegre, nada mais merecido, visto que todos os anos o Velhas Virgens é recebido de forma impressionante nesta capital fanática por rock’n’roll.

A noite prometia muito, tanto que começou cedo, fora marcado pelo público local, em contato com a banda também, uma festa de aquecimento para o show naquele que provavelmente é o bar mais rock’n’roll da cidade, Eclipse Studio Bar, próximo ao Opinião, local do show. Falo sobre o bar sem medo de errar e dou minha cara à tapa se alguém presenciar neste bar um show de algo que não seja rock, metal ou alguma de suas ramificações. Enfim, eram 19 horas, mal anoitecera em Porto Alegre e já começavam a chegar ao bar fãs e amigos para um encontro regado a doses duplas e muito rock’n’roll, com direito a filmagem e transmissão ao vivo por webTV. Bem, mesmo com esse belo começo, ninguém ali ainda imaginava o que estava por vir e logo chegarei lá, a famigerada saideira, onde tivemos a companhia dos incansáveis integrantes do Velhas Virgens. O que não pode deixar de ser dito é que o Velhas não é como outras bandas, eles falam, mas também fazem!

Pouco antes da meia-noite, iniciou-se a exibição de um vídeo que continha cenas da história da banda, muitos momentos legais vividos pela banda na estrada, então, logo após entra no palco o sexteto, contanto com Paulão Carvalho na voz, Juliana Kosso também voz, Alexandre “Cavalo” na guitarra, Roy Carlini na outra guitarra, Tuca Paiva no baixo e Simon Brow na bateria. Logo na entrada achei estranho o “visual” do palco e da banda, realmente não parecia que estava em um show dos Velhas Virgens, eu realmente não estava esperando por um show acústico, mas estavam ali sentados e calmos, parecendo que a noite prometia um show discreto, doce ilusão comparado ao que estava por vir. Neste primeiro ato do show foram tocadas músicas menos conhecidas e mais “comportadas”, se é que algo nos Velhas Virgens pode ser definido com essas expressões. Músicas como Água No Saco, Mulher Feia e Excesso De Quórum deram início ao show. Logo após Paulão deu uma leve parada para interagir com o público, contando um pouco da história da fundação da banda, além do que ele diz ser o motivo do surgimento dos Velhas Virgens, a grande bagunça política e o humor inspirador que existe no Brasil.

Então, após essa pequena parada, onde o público ficou quieto e muito disposto a ouvir suas histórias, sempre muito bem humoradas, inclusive com calorosos aplausos ao final, a banda inicia mais um som “suave”, no entanto perfeitamente contextualizado com a alma da banda, o trago: Gim No Pingado, emendando em seguida Essa Tal De Tequila que foi muito bem recebida pelo público e logo depois Eu Bebo Para Esquecer. Depois de umas “dancinhas” desajeitadas do Paulão, ouve-se Esse Seu Buraquinho dando início a baixaria lírica que já era esperada para um show do Velhas Virgens. Finalizando o ato acústico do show foi executada Bafo De Jibóia. Agradeci aos deuses pelo fim daquilo, infelizmente sou mais fã do rock’n’roll sujo e cru, nada de tocar sentado e sem nenhuma distorção, mas o público em geral gostou muito da idéia, recebeu muito bem e cantou as músicas com muita vontade, visto que se ouvia tudo muito bem.

Então na música seguinte, Tô Correndo (Pra Encontrar o meu Amor), o cenário do palco foi removido rapidamente e finalmente os violões foram substituídos por guitarras e a baixaria finalmente tomou conta do Opinião, principalmente com o retorno do Paulão ao palco vestido de “tigrão” com pantufas cantando Eu Toco Rock And Roll e logo depois ouve-se uma das mais esperadas deste novo ato, mais safado, Só Pra Te Comer, cantada pelo público com muito prazer (parece que o povo gosta mesmo do que diz essa letra “risos”). Então, Pôe Tudo, mais um momento especial de baixaria institucionalizada.

Eis que na próxima música a coisa realmente esquenta com a maravilhosa Ju voltando ao palco muito sexy, numa mistura de diaba e Angus Young (AC/DC). Foi recebida com muito fervor pelo público, de gostosa a puta, todos “elogios” possíveis que ela poderia receber foram exclamados e tudo com muito bom humor. Então, com este visual “do capeta”, foi tocada a música A Mulher Do Diabo que foi calorosamente recebida, tanto a música quanto a cantora, em seguida vem Não Vale Nada. Logo mais volta Paulão ao palco vestido com seu já conhecido uniforme de Sr. Sucesso e no final da música fica quase nu em palco, apenas de sutiã e cuecas – sim, sutiã como parte do espetáculo de deboche – e inicia a próxima música: Um Homem Lindo.

Finalmente chega uma parte apoteótica, se podemos dizer assim, do show do Velhas Virgens, o momento de Abre Essas Pernas, esta é sempre uma das músicas mais divertidas para o público, que sempre interage como se estivessem todos em uma grande peça de teatro. Neste momento, com Paulão ainda de cuecas e a maravilhosa Ju de corpete, começam as encenações de sexo entre os dois vocalistas que empolgaram ainda mais o público. A interação do público com gritos de “elogio” para Ju certamente fazem do show uma grande festa, principalmente por que ela recebe isto com sorrisos e ar de prazer que faz com que todos queiram entrar na brincadeira.

Mais um clássico esperado é iniciado, Uns Drinks, onde novamente o público canta junto e se diverte da melhor forma possível e então após executarem Beijos De Corpo, retiram-se dopalco. Neste momento novamente surge a interação do público que já conhece bem o Velhas Virgens, inicia-se em coro absoluto: “Boceta! Boceta! Boceta!”. Neste momento Ju volta ao palco e com seu belo sorriso e muito bem humorada perguntando se a estavam chamando, neste momento, como que atendendo aos pedidos do público, ela canta sozinha a conhecidíssima O Que É Que A Gente Quer (B.U.C.E.T.A.). Logo em seguida é executada Siririca Baby, novamente deixando o público fervoroso assistindo as encenações de masturbação em palco tanto do Paulão quanto da Ju, que, diga-se de passagem, poderia causar infartos ao público idoso. A banda então se despede do público pela segunda vez com De Bar Em Bar Pela Noite”, um banho de cerveja e muitos aplausos.

Felizmente ainda havia tempo para mais um bis, mesmo depois de um bom tempo de show, o público só queria mais, então tocam Hino Dos Solteiros, uma marchinha de carnaval tipicamente Velhas Virgens. Foi possível ver até “trenzinho de carnaval” em meio ao sufoco da lotação em frente ao palco, nada podia impedir os foliões roqueiros, bêbados e felizes de fazer a maior festa exatamente no astral que a banda passa em palco.

Supostamente o show teria acabado, no entanto, como se tratava de uma gravação ao vivo para DVD, existe uma qualidade mínima que precisa ser atingida, desta forma a banda normalmente precisa repetir alguma coisa que não ficou perfeita na primeira execução e, diga-se de passagem, repetir apenas três músicas em um set de 23 músicas é coisa para quem sabe mesmo e faz ao vivo como diz o Jô. Feliz do público que ganhou Só Pra Te Comer, Põe Tudo e Beijos De Corpo novamente, provavelmente melhor executado, se é que alguém pode notar alguma falha na primeira vez. Entre estas repetições ainda houve alguns presentes ao público animado com aquela “estendida” do show, músicas que não tinham feito parte do show: Toda Puta Mora Longe e Cafajeste.

Este DVD certamente será histórico, tanto para a banda quanto para o público de Porto Alegre que praticamente lotou o Bar Opinião, não estava impossível de se mexer, mas quanto mais bêbada a platéia ficava, mais se aglomerava em frente ao palco para ver bem de perto. Depois de uma festa fantástica como esta, com execução perfeita e tanta animação, aposto que todos os fãs presentes no show vão procurar suas caretas bêbadas em algum momento das filmagens do público, isto é certo, pelo menos sempre faço (risos).

Então acabou o show, mas para quem pensou que a noite acabaria aqui realmente não conhece a alma dos Velhas Virgens, isso eu pude comprovar, todos sabem que existem bandas que falam, falam, mas não fazem nada do que dizem, mas para o Velhas isso é bem diferente, eles talvez sejam mais sinceros até do que deveriam, então, como não podia deixar de ser, veio a saideira, e uma leva a outra e a próxima é minha, assim se seguiu a noite e estávamos de volta ao Bar Eclipse, aquele com muito Rock’n’Roll, onde foi possível encontrar quase todos integrantes da banda fazendo a maior festa e bebendo tudo que a casa podia oferecer. Paulão sentado no bar só pedindo, mais uma e mais uma, sonzera rolando novamente e, como não poderia deixar de ser, a putaria se instala em outro bar, não sei se devo descrever tudo o que aconteceu, então para evitar problemas e deixar o público ainda mais curioso, já que está tudo gravado e, provavelmente, será exibido nos extras do DVD para os pobres coitados que foram embora. Fato é que até a mulher do diabo se fez presente e muito “ativa” nesta saideira, deixando até o diabo envergonhado, pobre coitado que foi dormir mais cedo amando dela (risos).

Set list

Água No Saco
Mulher Feia
Excesso De Quórum
Gim No Pingado
Essa Tal De Tequila
Eu Bebo Para Esquecer
Esse Seu Buraquinho
Bafo De Jibóia
Tô Correndo (Pra Encontrar O Meu Amor)
Eu Toco Rock And Roll
Só Pra Te Comer
Põe Tudo
A Mulher Do Diabo
Não Vale Nada
Sr. Sucesso
Um Homem Lindo
Abre Essas Pernas
Uns Drinks
Beijos De Corpo
O Que É Que A Gente Quer (B.U.C.E.T.A.)
Siririca Baby
De Bar Em Bar Pela Noite
Hino Dos Solteiros

Toda Puta Mora Longe
Só Pra Te Comer
Põe Tudo
Cafajeste
Sapato 36 (Raul Seixas, introdução)
Beijos De Corpo

por Caesar Cezar de Cesar

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