Symfonia: apresentação para um pequeno público em Porto Alegre

Posted: 1 de Agosto de 2011 in Reviews
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Symfonia – 07/2011, um álbum no Flickr.

SYMFONIA

Opinião, Porto Alegre/RS (31/07/2011)

Fechando mais um mês de shows em Porto Alegre, o Symfonia, novo projeto do vocalista Andre Matos (ex-Angra e ex-Shaman) ao lado de Timo Tolkki (guitarra) e Jari Kainulainen (baixo), ambos ex-membros do Stratovarius, faz sua estreia na capital gaúcha.

A banda formada entre 2010 e 2011 ainda traz em sua formação o tecladista Mikko Härkin (ex-Sonata Arctica) e o baterista Alex Landenburg (At Vance, Annihilator) que já substitui Uli Kusch (ex-Helloween), afastado da banda em decorrência de uma lesão na mão esquerda.

Sabe-se que a banda ainda não tem popularidade para lotar a casa, mesmo trazendo em seu line up algumas das figuras mais ilustres do metal mundial. Além disso, o fato de o show ocorrer em um domingo e o tempo nos “presentear” com chuva e frio, fizeram com que pouco mais de 100 pagantes comparecessem ao show.

A abertura, com a casa ainda mais vazia, ficou por conta da Venus Attack, liderada pelo vocalista Michael Polchovicz (ex-Hangar), que junto a Daniel Mueller (baixo), Renato Larsen (bateria) e o novo integrante André Carvalho (guitarra) começou a juntar pouco a pouco o público em frente ao palco, mostrando o trabalho próprio em canções como “Eternal Hate” e “S.O.S”, ambas disponíveis no Myspace da banda.

O quarteto agradou e ainda finalizou com um cover de “Wicker Man” do Iron Maiden, momento em que Michael aproveitou para escalar as estruturas laterais do palco e mexer com a plateia.

Em seguida o Symfonia subiu ao palco (após uma introdução de quase 5 minutos). O público estava mais concentrado em frente ao palco, já que assistir a apresentação de perto estava bastante fácil naquela noite.

“Come By The Hills”, com um dos poucos refrões marcantes do álbum “In Paradisum” (o primeiro e até então o único da banda) abriu a apresentação, seguido por “Forevermore”. Os fãs demonstravam conhecer as letras, ainda que totalizassem apenas uma centena.

Andre Matos mostrou-se diferente do que de costume, em uma comunicação apática na primeira metade do show. Falando calmamente o cantor deixou claro: “…’vivem de passado’ é o caralho! Esta é uma banda totalmente nova”, recebendo aplausos.

A banda pode ser totalmente nova, mas o álbum, desde a primeira audição e o show, em consequência do álbum, deixam claro o quanto o quinteto está preso no velho e famigerado conceito de “metal melódico”. Músicas como “Santiago” empilham clichês e de certa forma desperdiçam o talento de ótimos músicos que perdem grandes oportunidades de ousar.

Em geral a banda lembra muito o Stratovarius e tem-se a impressão de que logo após alguma introdução instrumental, Timo Kotipelto irá aparecer para colocar seus vocais nas músicas dos ex-colegas de banda.

Quem pensou que o show seria cheio de covers da carreira de Andre Matos e do Stratovarius, ficou apenas na expectativa. A banda priorizou o novo álbum e incluiu no set covers pouco populares de suas ex-bandas, como “Lasting Child” (do Angra), sobre a qual Andre contou: “esta canção não foi tocada ao vivo nem na época. Agora a gente incluiu no set list a pedido deles”, apontando para Timo e Jari.

“Don’t Let Me Go”, uma bonita balada e ainda “Fields of Avalon”, que abre o álbum, convidaram o público a cantar.
A performance da banda é inquestionável: grandes músicos em execuções de primeira.

Houve ainda momentos de descontração. Andre comunicava-se em português com os fãs e em inglês com a banda. Quando pediu para Timo mostrar um pouco do que aprendeu sobre nossa língua, o guitarrista disse: “Mostrem seus peitos”.

E como de costume, Andre pediu para que o público cantasse o hino do Rio Grande do Sul e mostrasse “o que sabe fazer” à sua nova banda”.

Sem dúvidas um show fora do comum. Mas Andre prometeu: “…hoje aqui estão poucos. Somente os MELHORES! O álbum foi recém lançado no Brasil, mas voltaremos ao Opinião, e aí sim vamos lotar essa porra”.

O público não irá esquecer.

Set-list:

Symfonia:
01. Come by the Hills
02. Forevermore
03. 4th Reich (Stratovarius)
04. Santiago
05. Last Night on Earth (Revolution Renaissance)
06. Lasting Child (Angra)
07. Stratosphere (Stratovarius)
08. Don´t Let me Go
09. In Paradisum
10. Fields of Avalon
11. Dreamspace (Stratovarius)
12. I Did It My Way (Revolution Renaissance)
13. Pilgrim Road

por Murilo Bittencourt

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