Accept: alemães aterrorizaram Porto Alegre em show no Opinião

Posted: 8 de Abril de 2013 in Reviews
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Accept – 04/2013, um álbum no Flickr.

ACCEPT

Opinião, Porto Alegre/RS (07/04/2013)

ACCEPT, uma das bandas mais influentes no rock alemão, europeu e mundial dos anos 80 esteve presente na capital dos gaúchos para um espetáculo histórico. Quem foi no bar Opinião no domingo dia 07 de abril só não piraria na batata se fosse surdo. Os caras se apresentaram para um público, em sua maioria veteranos com mais de 30 anos nas costas, e fizeram brotar do fundo do estômago aquela velha fúria “metal-power” que para muitos já parecia uma antiga memória de tempos de abundância.

Abrindo a noite, os gaúchos da banda SPARTACUS fizeram seu trabalho com muita dignidade. Mandaram bem pra caramba com suas músicas em português e botaram a chaleira pra ferver na medida certa. Apresentaram um set curto, com cerca de 30 minutos. Mais que suficiente e respeitoso, afinal, por melhores que os caras sejam, o pessoal estava lá para ver os monstros do rock alemão.

Meia-hora depois, subia ao palco o ACCEPT. Tudo veio a baixo quando Wolf Hoffmann (guitarra), Herman Frank (guitarra), Peter Baltes (baixo), Mark Tornillo (vocal) e Stefan Schwarzmann (bateria) derrubaram o muro das almas desconfortadas apresentando primeiramente duas musicas do novo álbum “Stalingrad”. E para quebrar totalmente o gelo, seguiram com dois dos maiores clássicos da banda: “Restless and Wild” e “Losers and Winners”.

Nada a declarar a respeito do “novo” vocalista. O norte-americano Mark Tornillo é simplesmente arrebatador. O maluco tem um pulmão que bota muito guri no chinelo, e a voz rasgada e única se encaixa com maestria aos clássicos mais antigos do grupo. Quanto a Wolf Hoffmann, lider da banda, a vontade era de dar um Lexotan para o cara. Ele não parava quieto e fez as dores das artrites de quem assistia sumirem como por mágica. Não poderia deixar por menos a apresentação do baixista Peter Baltes. Arrisco afirmar que a autonomia, despojamento, energia e simpatia do sujeito não só se comparam como derrubam grandes nomes do instrumento como Billy Sheehan, Steve Harris e Gene Simmons.

A agressividade dos caras não tinha limite. A execução de canções já imortais como “Princess of Dawn” e “Fast as a Shark” explodiram os miolos dos presentes. Já o bis contou com três músicas fechando em “Balls to the Wall”. Este último clássico foi só pra pedir perdão pelos pecados e, depois de praticamente duas horas de show, poder sair de lá com a alma lavada.

ACCEPT não é uma referência para qualquer roqueiro ao redor do globo a troco de nada. Os timbres, as melodias e o estilo são únicos e inconfundíveis. Não é possível sair de um show deles sem querer entrar em um Mustang 74 conversível com uma loira peituda no banco do carona e acelerar a 200 por hora no meio do deserto.

Méritos merecidos a Urânio Produtora, que divulgou incansavelmente e proporcionou um espetáculo organizado, de alto nível e com uma lotação muito, mas muito acima do que era esperado. Um deleite aos olhos, aos ouvidos e às tripas. Que o rock esteja com vocês.

por Fernando Tedesco

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