Os Fagundes: celebrando a cultura de um Estado

Posted: 14 de Setembro de 2013 in Reviews
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Os Fagundes – 09/2013, um álbum no Flickr.

OS FAGUNDES

Oi apresenta Araújo Vianna, Porto Alegre/RS (13/09/2013)

Sexta-feira 13. O emblemático “dia do azar”, “das bruxas”, e de todas essas coisas. Mas, para algumas pessoas, o número 13 traz é sorte. E o que eu posso dizer é que a última sexta-feira 13 me trouxe alguns momentos que jamais serão esquecidos.

Provavelmente, este texto não terá muito significado pra quem não é um admirador da cultura gauchesca. Que faz questão de apregoar aos quatro ventos que andar pilchado é andar “fantasiado de gaúcho”. E a essas pessoas, peço licença no momento, pois minhas palavras estarão carregadas daquele “Bairrismo” (que alguns gostam de criticar porque certamente não entendem) e serão direcionadas à maior parte dos gaúchos (e daqueles que simpatizam), com nossa cultura e tradição.

Foi no belo e reformado Araújo Vianna que OS FAGUNDES se reuniram pra celebrar uma das mais belas e significativas canções já feitas, a belíssima “Canto Alegretense”. Escrita pelo grande Nico Fagundes com musica pelo, não menos grande, Bagre Fagundes, nascida de uma brincadeira, essa bela canção, fruto do amor e respeito de dois irmãos por sua terra, suas origens e suas tradições, hoje transcedeu nossas fronteiras e continua a emocionar Gaúchos e Gaúchas de todas as querências, sempre.

E pra homenagear tão fantástica canção, não se podia esperar menos do que o espetáculo apresentado pelos Fagundes. Por volta das 21:15, sobem ao palco os irmãos Neto, Ernesto e Paulinho, ladeados pelas grandes figuras de seu pai, Bagre e seu tio, Nico. O show inicia com a lindissima “Origens” com uma interpretação grandiosa, com os irmãos Neto e Ernesto revezando-se na interpretação, juntamente com Bagre. É apenas a primeira música e já pode-se sentir no ar que a noite será louca de especial.

No seguimento do espetáculo, Nico Fagundes declama um poema exaltando a Sexta-feira 13, e o show segue com a belíssima “Prenda Minha”, de Telmo de Lima Freitas. A próxima canção é “Entrando no Bororé”, em uma interpretação um pouco mais lenta e muito bonita, desta que é uma grande música sobre alguns dos principais símbolos gaudérios.

Neto Fagundes pede licença para dedicar a próxima música que, segundo ele, foi feita ilustrando sua história para com seu pai, Bagre Fagundes, e começa a cantar a linda “Guri”, que tem suas estrofes cantadas pela platéia. E devo dizer, que além de arrepiar, a música me trouxe lágrimas aos olhos e, acredito, que todos os filhos e pais lá presentes devem ter sentido algo semelhante. E o que pensar que passa na cabeça de Bagre ao ouvir tão bela canção sendo interpretada por seus filhos, com tanto talento e emoção?

Mais uma emoção, um dos momentos mais bonitos e sinceros de respeito que eu pude ver de um povo para com um de seus símbolos. Ernesto fala sobre os “Cavaleiros da Paz”, criados por Nico Fagundes, e o próprio declama o ínicio da música, emocionando a platéia. Após, a música é tocada na integra e ao final da mesma, Nico se despede, e no instante em que começa a deixar o palco, a platéia toda fica de pé. Nico é aplaudido e ovacionado por mais de um minuto, ficando bastante emocionado. Talvez uma das manifestações de carinho e respeito mais bonitas que já presenciei em um show.

Agora vem uma música animada, e é uma das respostas que traz o maior orgulho aos gaúchos.. “Mas tu é daonde? EU SOU DO SUL”. “Tô no vanerão” vem pra animar de vez o Araújo, com uma grande exibição da companhia de dança “Andanças” a música incendia ainda mais o público.

Para a próxima canção, Paulinho Fagundes, o mais novo dos irmãos, informa que teremos uma participação mais que especial e é executada “Mercedita” com a participação do brilhante Jorginho do Trompete.

E, se Neto Fagundes já havia emocionado seu velho pai ao cantar “Guri”, chega a vez de Ernesto Fagundes dedicar à Bagre a emocionante “De filho para Pai”, sendo acompanhado por ele em suas estrofes. Mais uma vez pais e filhos emocionam os presentes.

“Hino ao Rio Grande” vem como uma homenagem a um dos maiores entusiastas de nossa cultura, e que está eternizado como “O Laçador” na entrada de Porto Alegre. No clima das homenagens, o próximo é Leonardo, autor de “Céu, sol, sul”, música que marcou a minha infância nos churrascos de domingo ao lado do meu velho pai. Ernesto Fagundes comete uma “gafe” esquecendo-se da primeira estrofe da música, mas isso em nada serve para diminuir o brilho da canção, que é cantada por todos, auxiliando Ernesto.

E para homenagear o grande Teixerinha a escolhida é “Tropeiro Velho. E confesso que, estamos indo para o final do espetáculo, mas o sentimento que se percebe é que todos aguentariam tranquilamente mais algumas horas de show.

“Boa noite gaúchos e gaúchas de todas as querências”… Qual gaúcho não conhece esta saudação, propagada no programa apresentado por 30 anos por Nico Fagundes? Então, vamos todos cantar com os Fagundes “Galpão Crioulo”, a próxima pérola do set.

“Querência Amada” dispensa maiores comentários ou apresentações:
“Querência amada, dos parreirais
Da uva vem o vinho
Do povo vem o carinho
Bondade nunca é demais”

E chega então o grande momento da noite (se bem que, analisando todo o evento, todo ele foi de grandes momentos). Com a participação do carismático Jair Kobe, o conhecido “Guri de Uruguaiana”, temos as clássicas brincadeiras com o “Canto Alegretense” executado em formato “Elvis Presley”. Contando ainda com mais algumas das brilhantes e engraçadas interpretações do Guri. Chega hora da música ser devidamente homenageada, e assim acontece, com toda a pompa e circustância a que ela tem direito. Uma interpretação fantástica, que empolga a galera, que canta junto do início ao fim.

Mas, ainda parece faltar algo. E, para finalizar, é tocado o Hino Rio Grandense, cantado de pé e respeitosamente por toda a platéia.

Neto pede para que seja tocado novamente o refrão de “Canto Alegretense” para finalizar a noite. Contudo, ele não contava com a idéia de Ernesto, que pede que seja tocada toda a grande homenageada da noite novamente e, assim acontece, mas desta vez com a participação do Guri de Uruguaiana, Jorginho do Trompete e a Companhia Andanças. E termina assim essa noite, uma apresentação que certamente ficará marcada a ferro e fogo em cada gaúcho e gaúcha ali presente, como estão até hoje as tradições e o amor por essa terra.

por Franco Silva

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