Humberto Gessinger: lança seu novo álbum, Insular, em Porto Alegre

Posted: 4 de Outubro de 2013 in Reviews
Banda Humberto GessingerBanda Humberto GessingerBanda Humberto GessingerBanda Humberto GessingerBanda Humberto GessingerBanda Humberto Gessinger
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Humberto Gessinger – 10/2013, um álbum no Flickr.

HUMBERTO GESSINGER

Oi apresenta Araújo Vianna, Porto Alegre/RS (03/10/2013)

Desde o encerramento das atividades do Pouca Vogal (projeto em parceria com Duca Leindecker, do Cidadão Quem) os fervorosos fãs de Humberto Gessinger aguardavam por uma nova empreitada musical. Sem previsão (ou mesmo certeza) de uma retomada na carreira da banda que o tornou referência, a espera foi quebrada pelo álbum “Insular”, primeiro trabalho solo do vocalista e baixista dos Engenheiros do Hawaii, cujo lançamento em terras gaúchas aconteceu na última quinta-feira, no Oi Araujo Vianna.

Escrevo fãs fervorosos, pois realmente não esperava ver um teatro daquele tamanho tão bem preenchido, não estava lotado, mas era um público muito agradável. Absolutamente dentro do horário previsto o anúncio do show é realizado e logo a banda já está em palco. Fui imediatamente surpreendido pela iluminação de palco, muito bem feita, gerando uma ótima atmosfera de palco aberto em uma tarde ensolarada.

Parecia haver muito palco para apenas três pessoas sobre ele, no entanto Humberto soube utiliza-lo muito bem durante todo show. Sua presença, animação e movimentação deixaram claro que bastavam aqueles competentes músicos para realizar um belo espetáculo. A sonoridade dos instrumentos, desde o primeiro acorde, foi outro ponto muito forte, podíamos ouvir tudo com altíssima qualidade. Mais uma coisa que eu não esperava, ou isto é uma prova que o Araujo realmente evoluiu muito com as reformas, ou que a equipe de palco escolhida para este evento deveria fazer escola e servir de exemplo a todos os espetáculos realizados em Porto Alegre.

Mesmo sabendo que é errado esperar que um músico viva as custas de seu passado, acredito que não era só eu aguardando um show focado em Engenheiros do Hawaii. Para meu espanto isso não foi verdade e, assim como dizia no anúncio, foi realmente um show de lançamento, onde foram apresentadas pelo menos seis músicas de seu novo trabalho. Não consigo ser mais preciso nisto, pois não tive acesso ao setlist do show e conheci este material novo diretamente no show.

Talvez a surpresa mais interessante, e que também diferenciou este show de seus anteriores, foi ver que grande anfitrião conseguiu trazer ao palco quase todos convidados que participaram da gravação do CD. Dentre as ilustres aparições tivemos Luiz Carlos Borges, com seu belo acordeom, adicionando uma sonoridade linda e nativa a canção “Recarga”, iniciando de forma um pouco melancólica, como o próprio Humberto comenta. Em “Segura a Onda, DG”, foi chamado Nico Nicolaiewsky, também ao som de seu acordeom, além da segunda voz. Ambas as canções não só adicionaram belas harmonias de um instrumento tão conhecido no RS, como também possuem uma carga poética bonita, gostei muito dos temas abordados por elas.

Mais para o meio do show Bebeto Alves foi chamado ao palco, desta vez apenas cantando, mas ainda assim é impossível não notar a contribuição dele a esta canção, visto que a sonoridade de “A Ponte Para o Dia” é a mais “psicodélica” entre as músicas novas. Em “Tchau Radar, A Canção”, pode-se dizer que houve uma participação mais ativa de Rodrigo Tavares, visto que obviamente ele não é mais só um convidado. Rodrigo mostrou ao público sua voz e principalmente impressionou a todos com um solo muito bem executado, esbanjando sentimento e técnica.

Gessinger sabe controlar sua plateia, sabe tomar a atenção e emocionar seus seguidores, isso fica claro durante as tantas músicas que ele declara seu amor aos fãs, alterando pequenos trechos de suas letras. Quando fala que há alguns gaúchos cantando com ele em “Terra de Gigantes”, ou inclui Porto Alegre em “Eu que não amo você”, é ovacionado quase que instantaneamente pelo público atendo que canta junto quase todas as canções, baladas ou não.

Quando Humberto empunha seu acordeom, “Rafael Bisogno” sai de traz da bateria e senta-se a frente dela com um bumbo leguero, um momento mais calmo e emocionante é constituído para a execução de “Somos Quem Podemos Ser” e o público mais uma vez responde com muitas vezes emocionadas. Depois de algumas canções neste clima, voltamos ao rock’n’roll pesado, com distorção forte, em “A Violência Travestida Faz Seu Trottoir“. Esta última chamou muito minha atenção, talvez pelo leve flerte com metal, ou pela sensação de calma antes da tempestade. Não posso deixar de comentar que em alguns momentos Gessinger chega a ser divertido em sua presença de palco, pulando e agindo como um típico baixista de metal pesado, principalmente quando a sonoridade e seus gestos parecem não ser compatíveis (risos).

Este certamente foi um ótimo show e um lançamento à altura de suas obras anteriores, algo para os fãs recordarem muitos anos ainda. Porém, acredito que a principal lição da noite foi que um músico nacional, consagrado por sua antiga banda, ainda pode sentir o gosto do sucesso em uma carreira solo, desde que faça com qualidade, emoção e muito carisma. O público parecia agradecer cada canção do Engenheiros executada, mas certamente todos ouviram com prazer suas novas melodias. Desta forma a noite se apresentou perfeita, desde o começo até seus últimos minutos, quando Humberto se despediu agradecido pela recepção dos fãs e sob muitas palmas.

Setlist:

Tudo Está Parado
Toda Forma de Poder
A Montanha
Até o Fim
Armas Químicas e Poemas
Recarga
Surfando Karmas & DNA
Eu Que Não Amo Você
Sua Graça
A Revolta dos Dândis I
Segura a Onda, Dorian Gray
Somos Quem Podemos Ser
Terra de Gigantes
A Ponte Para o Dia
A Violência Travestida Faz Seu Trottoir
Piano Bar
3×4
Tchau Radar, a Canção
Vida Real
Pra Ser Sincero
Essas Vidas da Gente
O Exército de Um Homem Só I
O Exército de Um Homem Só II
1º Bis:
Dom Quixote
Refrão de Bolero
2º Bis:
Parabólica
De Fé
Infinita Highway

por Caesar Cezar de Cesar

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