Megadeth e Black Sabbath: uma noite terrorista em Porto Alegre

Posted: 10 de Outubro de 2013 in Reviews
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Megadeth – 10/2013, um álbum no Flickr.

MEGADETH

Estacionamento da FIERGS, Porto Alegre/RS (09/10/2013)

Não existem superlativos suficientes para explicar a aparição de duas das maiores lendas do rock pesado mundial no mesmo dia. Aconteceu em Porto Alegre na última quarta-feira, dia nove de outubro no Estacionamento da FIERGS. É isso aí. Ninguém menos que o BLACK SABBATH, a banda que reescreveu o destino do rock no final da década de 60, acompanhados pelo MEGADETH, uma das bandas que mais sacudiu a cabeça cabeluda da gurizada nas décadas de 80 e 90 vieram enlouquecer a capital dos gaúchos.

Com toda a certeza uma noite memorável. O parque armado para os espetáculos estava muito bem estruturado em todos os aspectos. Tanto banheiros químicos, como acesso a comida e bebida, espaço para cadeirantes e espaço para imprensa estavam impecáveis. Os shows seguiram rigorosamente o cronograma previsto e a qualidade do som estava irrepreensível. Única falha, diga-se de passagem, foi com relação a evacuação, mas nada que pudesse estragar o deslumbre dos mais de 30.000 gaúchos que estiveram lá para pirar na batata diante daquelas feras.

A noite abriu pontualmente às 19h30 com um show curto do pessoal do HIBRIA. Uma das maiores expressões do “relativamente” jovem metal gaúcho e brasileiro. Os guris mataram a pau, não se encolheram e apavoraram a multidão. Um abre-alas de muitíssimo respeito.

Seguindo essa pontualidade, às 20h30 brotou no palco Dave Mustaine (guitarra e vocal) e seu MEGADETH. Literalmente tirando todo mundo do chão com uma pancadaria clássica de levantar os mortos de suas tumbas. No set-list dos caras estavam meteoros do nível de “Hangar 18”, “Sweating Bullets”, “Tornado of Souls” e “Symphony of Destruction” (essa última só pra derrubar todos os butiás do bolso).

Os telões mesclando videoclipes clássicos com imagens captadas ao vivo deram uma vida extra à apresentação. Agregando valor à performance ao invés de apenas tirar os olhos do publico dos caras de carne e osso.

Embora os malucos tenham comparecido como banda de abertura, garanto que, se tivessem vindo apenas eles, boa parte do público já sairia daquela arena de alma lavada. Que baita sonzeira.

Já falei que tudo estava funcionando como um reloginho, né? Mentira. Quinze minutos antes do previsto, às 21h45, o BLACK SABBATH com Ozzy Osbourne – o príncipe das trevas -, Tony Iommi – guitarrista que reinventou o instrumento-, Geezer Butler – ninguém jamais tirou o mesmo som de um baixo – e Tommy Clufetos – baterista aclamado da carreira solo do Ozzy inteirando a vaga nos tambores – energizou-se no palco soltando “War Pigs” direto na cara de todos e levando uma pequena cidade de fãs à loucura.

A qualidade das timbreiras alcançadas por Iommi e Butler estavam devoradoras. Em cada riff, um mais clássico que o outro, ficava mais e mais evidente e supremacia sonora. Vide o desespero da galera em “Into the Void”, “Under the Sun” e “Black Sabbath” (um dos maiores clássicos e homônimo da banda).

Claro que musicas do álbum recém-lançado denominado “13” fizeram parte do repertório. Para espanto de quem vos fala explodiu os crânios da multidão quase tanto quanto os clássicos.

Pode-se apontar como pontos altos do show as composições inconfundíveis “N.I.B” – precedida de um solo de baixo primoroso – e “Iron Man”. Esta última introduzida por um dos solos de bateria mais fantásticos já executados na terra. Mas pra derrubar os mais fracos e levar à míngua os mais fortes, os caras tocaram nada mais nada menos que “Paranoid” na finaleira.

Não é preciso dizer que os caras estão velhos. Tony Iommi inclusive, se apresentou recém-recuperado de um tratamento pesadíssimo contra um câncer. A energia vinha de quem foi lá assisti-los. Os coroas mal se moviam do lugar e Ozzy, convenhamos, tomou tanta boleta na vida que só de acordar o cara já está chapado. A parte disso, que baita show, e bem-aventurados os que foram e puderam ver essas lendas “ainda” vivas tocando juntas.

Os olhos deste humilde repórter, confesso, marearam ao ver minha cidade lá em peso batendo cabeça em dia de jogo de futebol e sofrendo com um transito desgraçado. Long live rock n’ roll.

SET-LISTS:

MEGADETH

Hangar 18
Wake Up Dead
In My Darkest Hour
She-Wolf
Sweating Bullets
Kingmaker
Tornado of Souls
Symphony of Destruction
Peace Sells
Holy Wars… The Punishment Due

BLACK SABBATH

War Pigs
Into the Void
Under the Sun
Snowblind
Age of Reason
Black Sabbath
Behind the Wall of Sleep
N.I.B.
End of the Beginning
Fairies Wear Boots
Rat Salad
Iron Man
God Is Dead?
Dirty Women
Children of the Grave

Bis:

Paranoid

por Fernando Tedesco

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