Titãs: apresenta aos fãs gaúchos a turnê Titãs Inédito

Posted: 2 de Novembro de 2013 in Reviews
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Titãs – 11/2013, um álbum no Flickr.

TITÃS

Oi apresenta Araújo Vianna, Porto Alegre/RS (01/11/2013)

Músicas inéditas são sempre bem vindas, mas o público nem sempre está preparado para isto, principalmente quando a banda resolve “testar” um álbum inteiro no inicio de seu set, sem intercalar pelo menos um hit entre 10 músicas ainda desconhecidas. Assim é a turnê intitulada “TITÃS Inédito”, que passou por Porto Alegre dia primeiro de novembro, no Araújo Viana. Esta formula não é novidade para os fãs mais próximos, mas admiro o trabalho e a coragem deste ato. Trata-se da retomada de uma prática do início da carreira que já foi realizada na turnê anterior, sob o título de “Futuras Instalações”, por sinal, acredito que o álbum terminou não saindo, quem sabe devido ao mesmo tipo de recepção que pude perceber neste show.

Antes de iniciar a primeira música, perfeitamente pontual como já é costume no Araújo Viana, o público parecia animado, algumas pessoas já aguardando pelo show em pé, não na frente do palco, pois todos normalmente permanecem em seus lugares marcados; no entanto, as músicas que abriram a noite: “Eu me sinto bem”, “Renata” e “Terra a Vista”, não parecem ter chamado a atenção do público como um todo. Muitas pessoas já voltaram aos seus acentos, ficando mais quietos ao término de cada canção. Notei que no decorrer das 10 músicas deste trabalho inédito o público foi bem apático, não tentava dançar, não sabia cantar, todos ali pareciam estar vendo um show de uma banda estranha.

Logo após a segunda música, Branco Mello avisou o que alguns deveriam saber e muitos outros não, que seriam tocadas 10 canções inéditas, que devem fazer parte de um próximo trabalho e logo após eles tocariam todas as canções favoritas de seus fãs. Por sinal, a voz que pareceu soar melhor nestas novas músicas foi mesmo a do Branco, que cantou “Terra a Vista. Outra curiosidade que me chamou atenção foi que as músicas ainda pareciam em fase de acabamento, ou faltando ensaios, as letras estavam sempre em frente aos cantores em palco, não que eu ache errado, mas para uma banda com tanto tempo de carreira, acredito que poderia ser entregue algo mais redondo para o público, mas enfim, não criticarei mais do que isto, pois a partir do momento que terminou estas inéditas, o show tomou outra dimensão.

Na primeira música após o set de inéditas o público pareceu acordar para o show, em “Lugar Nenhum”, já era possível ver a empolgação no rosto dos fãs, cantando junto, gritando, ovacionando e definitivamente expondo a emoção esperada para um show de uma banda tão consagrada no rock nacional. Outro fato interessante foi que neste momento a sonoridade em palco pareceu mudar, talvez tenha sido apenas uma impressão minha, mas notei que o som pareceu ficar mais “redondo”, as guitarras mais nítidas e as vozes compreensíveis, mesmo em meio a tantas pessoas cantando junto. Poucos minutos antes eu mal conseguia entender algumas palavras.

Quando Paulo Miklos anuncia a homenagem a Raul, “Aluga-se”, o público se empolga mais ainda, é sempre bom lembrar como as letras deste grande compositor eram praticamente atemporais. A partir deste momento o show foi repleto de hits, canção após canção o que mais se ouvia era os gritos emocionados dos fãs, dançando, cantando e curtindo muito. Parecia que nos haviam tele transportado para outro show, não mais aquele que iniciou a noite. Durante a execução de “Flores” o público acompanha com muitas palmas e canta estrofe por estrofe, por sinal, ouvi mais o público que a banda. O set foi composto por muitas obras primas, tais como “Sonífera Ilha”, “Marvin”, “Homem Primata”, “Bichos Escrotos” entre outras.

Foi muito oportuna à dedicatória de “Vossa Excelência”, acredito que um dos hits mais novos da banda, para os políticos de nosso país. Viam-se muitas mãos ao ar enquanto soava “Epitáfio”, uma canção linda e certamente favorita de muitas pessoas presentes no evento. Ainda em “Epitáfio”, Sergio pede palmas e o público responde fazendo um belo movimento em sintonia com o teclado. A música “A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana“ traz um contexto interessante para o show, faz lembrar quantas dezenas de bandas se encaixam nesta descrição, enquanto o Titãs esta ai há muitas décadas firme e forte.

Com o show se encaminhando para o seu final, o público já parecia até cansado de tanta animação, de tanto pular e cantar as canções, estava espetacular o clima dentro do Araújo Viana, parecia até que tinha enchido mais a casa do meio para o final do show. O bis foi muito bem escolhido, com bastante emoção em alguns agradecimentos para o público presente, ainda tocaram “Família“, “O Pulso“ e “É Preciso Saber Viver”. Esta última foi apoteótica, deixando todos os presentes extasiados e satisfeitos com o show. Não há o que contestar, mesmo com um início apático, que faz parte da ideia do show e talvez ajude a lançar um álbum com certo sucesso garantido, tudo correu muito bem e o público foi alvo de um grande evento, assim como todos outros que já tive a oportunidade de presenciar desta grande banda do rock nacional.

por Caesar Cezar de Cesar

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