Yngwie Malmsteen: um excelente show para fazer as pazes com Porto Alegre

Posted: 10 de Novembro de 2013 in Reviews
Banda Yngwie MalmsteenBanda Yngwie MalmsteenBanda Yngwie MalmsteenBanda Yngwie MalmsteenBanda Yngwie MalmsteenBanda Yngwie Malmsteen
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Yngwie Malmsteen – 11/2013, um álbum no Flickr.

YNGWIE MALMSTEEN

Opinião, Porto Alegre/RS (09/11/2013)

Sinceramente, pensava que isto nunca mais aconteceria devido aos fatos ocorridos na sua primeira passagem pela capital gaúcha há pouco mais de 12 anos, mais precisamente em Outubro de 2001. Para quem não lembra, ou desconhece os fatos, naquela ocasião houve um “desentendimento” entre o egocêntrico sueco e uma parte (bem pequena, é verdade) da plateia, pois após executar “Star-Splanged Banner”, o conhecido hino americano, coisa que ele fazia e faz desde o inicio da sua carreira, foi vaiado e, em seguida, se ouviram gritos de “Bin Laden!Bin Laden!”, sendo que não fazia um mês dos atentados de 11 de setembro. Uma imbecilidade na realidade, mas o temperamental sueco não aceitou a provocação e a partir de então começou a repetir frases do hino em todo solo que executava, gerando irritação na plateia. Ao final, Malmsteen proferiu uma série de palavrões e deixou o palco.

Mas, passado mais de uma década, o sueco, em recente entrevista antes da tour brasileira, havia declarado que já havia esquecido o episódio e esperava que os fãs de Porto Alegre também já tivessem o feito, o que dava uma noção de que , dessa vez, tudo sairia bem. E foi o que ocorreu. Ao chegar ao Bar Opinião se via uma fila para a entrada que ocupava metade do quarteirão formada por fãs ansiosos em rever o guitarrista, ou para ver pela primeira vez, no caso de muitos.

Houve atraso por causa da passagem de som, desta forma, após mais de uma hora de espera, por volta das 20h, sobe ao palco a banda de abertura Venus Attack, formada por Michael Polchowicz (vocal), André Carvalho (guitarras), Daniel Mueller (Baixo) e Renato Larsen (bateria). Com um Heavy Metal muito trabalhado e interessantíssimo a banda apresentou músicas do seu primeiro registro. Excelentes músicos, com destaque para o vocalista Michael, a banda agradou e muito o já ótimo público que ocupava as dependências da casa. Foi um set de quarenta minutos, com destaque para as músicas “Looking for the Meaning”,”Eternal Hate”,”Secret Place” e finalizado com um ótimo e inusitado cover do Depeche Mode, “Enjoy the Silence”.Um detalhe que não passava desapercebido para quem estava na frente do palco é que enquanto a Venus Attack executava seu ótimo set, um estressado roadie do Malmsteen já fazia ajustes nas Fenders do sueco, ao fundo do palco.

Em torno das 21h chega o momento mais aguardado. Luzes apagam-se, ouve-se um altíssimo volume… era o guitarrista se “exercitando” enquanto o restante da banda, formada por Bjorn Englen (baixo), Patrik Johansson (bateria), Nick Marinovich (teclados) ocupa o palco. Com o inicio de Rising Force, do Album “Odissey”de 1988, gravado com Joe Lynn Turner, Malmsteen surge e incendeia a plateia. Já de inicio interagindo muito com os fãs das primeiras filas. Era possível sentir que a “má impressão” de 2001 já havia se desfeito. Entre caras e bocas, poses e malabarismos com a guitarra logo nos primeiros instantes. E como já era de se esperar, o palco é praticamente todo do guitarrista.
Com a ausência de um vocalista na banda, os vocais são divididos entre Bjorn e Nick. Difícil missão dada aos dois, pois interpretar canções que, em outros tempos, foram cantadas por nomes como Jeff Scott Soto, Joe Lyn Turner, Mats Levén, Mark Boals, Mike Vescera, não se torna tarefa das mais fáceis. De qualquer forma, ambos não comprometeram a apresentação.

Ao final de “Trilogy Opus Suite”, vem o solo de guitarra tradicional, onde Malmsteen abusa do volume e da técnica e, ao fim deste, arranca as cordas da clássica Fender. Segue um solo de bateria de Patrick Johanson, que serviu apenas para a troca de cordas ou de Fender e, em seguida, Malmsteen volta ao palco e executa “Heaven Tonight”, outra clássica do disco “Odissey”. O Sueco se despede e retira-se do palco, mas retorna sob os gritos do seu nome. Creio que pelo atraso no horário, a “encore” foi reduzida para apenas uma música e o set finalizou com “Ill SEe the light tonight”, uma das músicas preferidas e mais conhecidas da carreira do guitarrista.

O Show foi perfeito para os fãs de Malmsteen. Tudo que se espera dele estava lá. As clássicas poses, a velocidade, os arpeggios, palhetas jogadas aos montes, as passagens clássicas e, por que não, o feeling do cara.

Fim de um excelente show, e desta vez, o guitarrista sai ovacionado do Opinião. Yngwie e Porto Alegre fizeram as pazes e que não demore mais 12 anos para termos outro show do lendário sueco por aqui.

por José Henrique Godoy

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Comentários
  1. Cristian diz:

    Grande show , o melhor que já vi na vida, ótima Resenha também !!!

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