Banda Humberto GessingerBanda Humberto GessingerBanda Humberto GessingerBanda Humberto GessingerBanda Humberto GessingerBanda Humberto Gessinger
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Humberto Gessinger – 10/2013, um álbum no Flickr.

HUMBERTO GESSINGER

Oi apresenta Araújo Vianna, Porto Alegre/RS (03/10/2013)

Desde o encerramento das atividades do Pouca Vogal (projeto em parceria com Duca Leindecker, do Cidadão Quem) os fervorosos fãs de Humberto Gessinger aguardavam por uma nova empreitada musical. Sem previsão (ou mesmo certeza) de uma retomada na carreira da banda que o tornou referência, a espera foi quebrada pelo álbum “Insular”, primeiro trabalho solo do vocalista e baixista dos Engenheiros do Hawaii, cujo lançamento em terras gaúchas aconteceu na última quinta-feira, no Oi Araujo Vianna.

Escrevo fãs fervorosos, pois realmente não esperava ver um teatro daquele tamanho tão bem preenchido, não estava lotado, mas era um público muito agradável. Absolutamente dentro do horário previsto o anúncio do show é realizado e logo a banda já está em palco. Fui imediatamente surpreendido pela iluminação de palco, muito bem feita, gerando uma ótima atmosfera de palco aberto em uma tarde ensolarada.

Parecia haver muito palco para apenas três pessoas sobre ele, no entanto Humberto soube utiliza-lo muito bem durante todo show. Sua presença, animação e movimentação deixaram claro que bastavam aqueles competentes músicos para realizar um belo espetáculo. A sonoridade dos instrumentos, desde o primeiro acorde, foi outro ponto muito forte, podíamos ouvir tudo com altíssima qualidade. Mais uma coisa que eu não esperava, ou isto é uma prova que o Araujo realmente evoluiu muito com as reformas, ou que a equipe de palco escolhida para este evento deveria fazer escola e servir de exemplo a todos os espetáculos realizados em Porto Alegre.

Mesmo sabendo que é errado esperar que um músico viva as custas de seu passado, acredito que não era só eu aguardando um show focado em Engenheiros do Hawaii. Para meu espanto isso não foi verdade e, assim como dizia no anúncio, foi realmente um show de lançamento, onde foram apresentadas pelo menos seis músicas de seu novo trabalho. Não consigo ser mais preciso nisto, pois não tive acesso ao setlist do show e conheci este material novo diretamente no show.

Talvez a surpresa mais interessante, e que também diferenciou este show de seus anteriores, foi ver que grande anfitrião conseguiu trazer ao palco quase todos convidados que participaram da gravação do CD. Dentre as ilustres aparições tivemos Luiz Carlos Borges, com seu belo acordeom, adicionando uma sonoridade linda e nativa a canção “Recarga”, iniciando de forma um pouco melancólica, como o próprio Humberto comenta. Em “Segura a Onda, DG”, foi chamado Nico Nicolaiewsky, também ao som de seu acordeom, além da segunda voz. Ambas as canções não só adicionaram belas harmonias de um instrumento tão conhecido no RS, como também possuem uma carga poética bonita, gostei muito dos temas abordados por elas.

Mais para o meio do show Bebeto Alves foi chamado ao palco, desta vez apenas cantando, mas ainda assim é impossível não notar a contribuição dele a esta canção, visto que a sonoridade de “A Ponte Para o Dia” é a mais “psicodélica” entre as músicas novas. Em “Tchau Radar, A Canção”, pode-se dizer que houve uma participação mais ativa de Rodrigo Tavares, visto que obviamente ele não é mais só um convidado. Rodrigo mostrou ao público sua voz e principalmente impressionou a todos com um solo muito bem executado, esbanjando sentimento e técnica.

Gessinger sabe controlar sua plateia, sabe tomar a atenção e emocionar seus seguidores, isso fica claro durante as tantas músicas que ele declara seu amor aos fãs, alterando pequenos trechos de suas letras. Quando fala que há alguns gaúchos cantando com ele em “Terra de Gigantes”, ou inclui Porto Alegre em “Eu que não amo você”, é ovacionado quase que instantaneamente pelo público atendo que canta junto quase todas as canções, baladas ou não.

Quando Humberto empunha seu acordeom, “Rafael Bisogno” sai de traz da bateria e senta-se a frente dela com um bumbo leguero, um momento mais calmo e emocionante é constituído para a execução de “Somos Quem Podemos Ser” e o público mais uma vez responde com muitas vezes emocionadas. Depois de algumas canções neste clima, voltamos ao rock’n’roll pesado, com distorção forte, em “A Violência Travestida Faz Seu Trottoir“. Esta última chamou muito minha atenção, talvez pelo leve flerte com metal, ou pela sensação de calma antes da tempestade. Não posso deixar de comentar que em alguns momentos Gessinger chega a ser divertido em sua presença de palco, pulando e agindo como um típico baixista de metal pesado, principalmente quando a sonoridade e seus gestos parecem não ser compatíveis (risos).

Este certamente foi um ótimo show e um lançamento à altura de suas obras anteriores, algo para os fãs recordarem muitos anos ainda. Porém, acredito que a principal lição da noite foi que um músico nacional, consagrado por sua antiga banda, ainda pode sentir o gosto do sucesso em uma carreira solo, desde que faça com qualidade, emoção e muito carisma. O público parecia agradecer cada canção do Engenheiros executada, mas certamente todos ouviram com prazer suas novas melodias. Desta forma a noite se apresentou perfeita, desde o começo até seus últimos minutos, quando Humberto se despediu agradecido pela recepção dos fãs e sob muitas palmas.

Setlist:

Tudo Está Parado
Toda Forma de Poder
A Montanha
Até o Fim
Armas Químicas e Poemas
Recarga
Surfando Karmas & DNA
Eu Que Não Amo Você
Sua Graça
A Revolta dos Dândis I
Segura a Onda, Dorian Gray
Somos Quem Podemos Ser
Terra de Gigantes
A Ponte Para o Dia
A Violência Travestida Faz Seu Trottoir
Piano Bar
3×4
Tchau Radar, a Canção
Vida Real
Pra Ser Sincero
Essas Vidas da Gente
O Exército de Um Homem Só I
O Exército de Um Homem Só II
1º Bis:
Dom Quixote
Refrão de Bolero
2º Bis:
Parabólica
De Fé
Infinita Highway

por Caesar Cezar de Cesar

Os Fagundes: celebrando a cultura de um Estado

Posted: 14 de Setembro de 2013 in Reviews
Banda Os FagundesBanda Os FagundesBanda Os FagundesBanda Os FagundesBanda Os FagundesBanda Os Fagundes
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Banda Os FagundesBanda Os Fagundes

Os Fagundes – 09/2013, um álbum no Flickr.

OS FAGUNDES

Oi apresenta Araújo Vianna, Porto Alegre/RS (13/09/2013)

Sexta-feira 13. O emblemático “dia do azar”, “das bruxas”, e de todas essas coisas. Mas, para algumas pessoas, o número 13 traz é sorte. E o que eu posso dizer é que a última sexta-feira 13 me trouxe alguns momentos que jamais serão esquecidos.

Provavelmente, este texto não terá muito significado pra quem não é um admirador da cultura gauchesca. Que faz questão de apregoar aos quatro ventos que andar pilchado é andar “fantasiado de gaúcho”. E a essas pessoas, peço licença no momento, pois minhas palavras estarão carregadas daquele “Bairrismo” (que alguns gostam de criticar porque certamente não entendem) e serão direcionadas à maior parte dos gaúchos (e daqueles que simpatizam), com nossa cultura e tradição.

Foi no belo e reformado Araújo Vianna que OS FAGUNDES se reuniram pra celebrar uma das mais belas e significativas canções já feitas, a belíssima “Canto Alegretense”. Escrita pelo grande Nico Fagundes com musica pelo, não menos grande, Bagre Fagundes, nascida de uma brincadeira, essa bela canção, fruto do amor e respeito de dois irmãos por sua terra, suas origens e suas tradições, hoje transcedeu nossas fronteiras e continua a emocionar Gaúchos e Gaúchas de todas as querências, sempre.

E pra homenagear tão fantástica canção, não se podia esperar menos do que o espetáculo apresentado pelos Fagundes. Por volta das 21:15, sobem ao palco os irmãos Neto, Ernesto e Paulinho, ladeados pelas grandes figuras de seu pai, Bagre e seu tio, Nico. O show inicia com a lindissima “Origens” com uma interpretação grandiosa, com os irmãos Neto e Ernesto revezando-se na interpretação, juntamente com Bagre. É apenas a primeira música e já pode-se sentir no ar que a noite será louca de especial.

No seguimento do espetáculo, Nico Fagundes declama um poema exaltando a Sexta-feira 13, e o show segue com a belíssima “Prenda Minha”, de Telmo de Lima Freitas. A próxima canção é “Entrando no Bororé”, em uma interpretação um pouco mais lenta e muito bonita, desta que é uma grande música sobre alguns dos principais símbolos gaudérios.

Neto Fagundes pede licença para dedicar a próxima música que, segundo ele, foi feita ilustrando sua história para com seu pai, Bagre Fagundes, e começa a cantar a linda “Guri”, que tem suas estrofes cantadas pela platéia. E devo dizer, que além de arrepiar, a música me trouxe lágrimas aos olhos e, acredito, que todos os filhos e pais lá presentes devem ter sentido algo semelhante. E o que pensar que passa na cabeça de Bagre ao ouvir tão bela canção sendo interpretada por seus filhos, com tanto talento e emoção?

Mais uma emoção, um dos momentos mais bonitos e sinceros de respeito que eu pude ver de um povo para com um de seus símbolos. Ernesto fala sobre os “Cavaleiros da Paz”, criados por Nico Fagundes, e o próprio declama o ínicio da música, emocionando a platéia. Após, a música é tocada na integra e ao final da mesma, Nico se despede, e no instante em que começa a deixar o palco, a platéia toda fica de pé. Nico é aplaudido e ovacionado por mais de um minuto, ficando bastante emocionado. Talvez uma das manifestações de carinho e respeito mais bonitas que já presenciei em um show.

Agora vem uma música animada, e é uma das respostas que traz o maior orgulho aos gaúchos.. “Mas tu é daonde? EU SOU DO SUL”. “Tô no vanerão” vem pra animar de vez o Araújo, com uma grande exibição da companhia de dança “Andanças” a música incendia ainda mais o público.

Para a próxima canção, Paulinho Fagundes, o mais novo dos irmãos, informa que teremos uma participação mais que especial e é executada “Mercedita” com a participação do brilhante Jorginho do Trompete.

E, se Neto Fagundes já havia emocionado seu velho pai ao cantar “Guri”, chega a vez de Ernesto Fagundes dedicar à Bagre a emocionante “De filho para Pai”, sendo acompanhado por ele em suas estrofes. Mais uma vez pais e filhos emocionam os presentes.

“Hino ao Rio Grande” vem como uma homenagem a um dos maiores entusiastas de nossa cultura, e que está eternizado como “O Laçador” na entrada de Porto Alegre. No clima das homenagens, o próximo é Leonardo, autor de “Céu, sol, sul”, música que marcou a minha infância nos churrascos de domingo ao lado do meu velho pai. Ernesto Fagundes comete uma “gafe” esquecendo-se da primeira estrofe da música, mas isso em nada serve para diminuir o brilho da canção, que é cantada por todos, auxiliando Ernesto.

E para homenagear o grande Teixerinha a escolhida é “Tropeiro Velho. E confesso que, estamos indo para o final do espetáculo, mas o sentimento que se percebe é que todos aguentariam tranquilamente mais algumas horas de show.

“Boa noite gaúchos e gaúchas de todas as querências”… Qual gaúcho não conhece esta saudação, propagada no programa apresentado por 30 anos por Nico Fagundes? Então, vamos todos cantar com os Fagundes “Galpão Crioulo”, a próxima pérola do set.

“Querência Amada” dispensa maiores comentários ou apresentações:
“Querência amada, dos parreirais
Da uva vem o vinho
Do povo vem o carinho
Bondade nunca é demais”

E chega então o grande momento da noite (se bem que, analisando todo o evento, todo ele foi de grandes momentos). Com a participação do carismático Jair Kobe, o conhecido “Guri de Uruguaiana”, temos as clássicas brincadeiras com o “Canto Alegretense” executado em formato “Elvis Presley”. Contando ainda com mais algumas das brilhantes e engraçadas interpretações do Guri. Chega hora da música ser devidamente homenageada, e assim acontece, com toda a pompa e circustância a que ela tem direito. Uma interpretação fantástica, que empolga a galera, que canta junto do início ao fim.

Mas, ainda parece faltar algo. E, para finalizar, é tocado o Hino Rio Grandense, cantado de pé e respeitosamente por toda a platéia.

Neto pede para que seja tocado novamente o refrão de “Canto Alegretense” para finalizar a noite. Contudo, ele não contava com a idéia de Ernesto, que pede que seja tocada toda a grande homenageada da noite novamente e, assim acontece, mas desta vez com a participação do Guri de Uruguaiana, Jorginho do Trompete e a Companhia Andanças. E termina assim essa noite, uma apresentação que certamente ficará marcada a ferro e fogo em cada gaúcho e gaúcha ali presente, como estão até hoje as tradições e o amor por essa terra.

por Franco Silva

Peça Coisas Que Porto Alegre FalaPeça Coisas Que Porto Alegre FalaPeça Coisas Que Porto Alegre FalaPeça Coisas Que Porto Alegre FalaPeça Coisas Que Porto Alegre FalaPeça Coisas Que Porto Alegre Fala
Peça Coisas Que Porto Alegre FalaPeça Coisas Que Porto Alegre FalaPeça Coisas Que Porto Alegre FalaPeça Coisas Que Porto Alegre FalaPeça Coisas Que Porto Alegre FalaPeça Coisas Que Porto Alegre Fala

COISAS QUE PORTO ALEGRE FALA

Teatro do Bourbon Country, Porto Alegre/RS (29/08/2013)

Sucesso na internet, Coisas que Porto Alegre Fala chega aos palcos para divertir ainda mais a noite gaucha. O local escolhido foi o Teatro do Bourbon Country, que por sinal estava lotado! A apresentação começa com o simpático Ricardo Macchi falando sobre sua trajetória como ator, e o quanto estava feliz em participar da peça. Até se arriscou em algumas piadas, mas nada de excelente.

A peça gira em torno de dois guris e duas gurias que se conheceram na noite anterior, numa festa e que agora estão trancados dentro do apartamento de uma delas. O desespero aumenta quando o namorado de uma das gurias está para chegar, logo eles tem a brilhante ideia de ligar para familiares e pedir ajuda. Eis que os parentes são, nada mais nada menos que, Sergio Malandro e o Guri de Uruguaiana! Essas cenas tiraram gargalhadas do publico.

Algumas tiradas são relacionadas a coisas clássicas de Porto Alegre, como por exemplo, um dos guris ser azulzinho (e estar de uniforme!). Piadas sobre o cigano Igor e seu casamento com a Ellen Roche, a rivalidade entre Grêmio e Inter e o sinal (ou melhor, a falta dele) de uma operadora de celular marcaram a noite.

O publico também pôde participar quando quatro espectadores sobem ao palco com o intuito de ajudar os personagens a saírem do apartamento. Assim, podemos nos sentir parte de uma peça que nos representa tão bem, afinal todos os porto-alegrenses sabem como é único esse nosso jeito de falar.

A apresentação é encerrada com o ultimo vídeo “Coisas que Porto Alegre fala na Balada”, que conta como todos se conheceram na noite anterior. Com certeza, esse é só o começo de uma atração que vai dominar os palcos gaúchos!

por Nayara Pantaleão Zanchetta

Banda All You Need Is LoveBanda All You Need Is LoveBanda All You Need Is LoveBanda All You Need Is LoveBanda All You Need Is LoveBanda All You Need Is Love
Banda All You Need Is LoveBanda All You Need Is LoveBanda All You Need Is LoveBanda All You Need Is LoveBanda All You Need Is LoveBanda All You Need Is Love

All You Need Is Love – 08/2013, um álbum no Flickr.

ALL YOU NEED IS LOVE

Teatro do Bourbon Country, Porto Alegre/RS (25/08/2013)

Domingo, 25 de agosto de 2013, dia inesquecível para os verdadeiros amantes do quarteto de Liverpool. Nem a chuva persistente na capital gaúcha conseguiu atrapalhar o espetáculo da banda All You Need Is Love, formada por Sandro Peretto (John Lennon), César Kiles (Paul McCartney), Thomas Arques (George Harrison), Renato Almeida (Ringo Starr) e Anselmo Ubiratan (George Martin).

Exatamente as 20:30 as luzes do teatro se apagam, começa então um vídeo sobre a gravação do ultimo DVD da banda filmado em Londres, em comemoração dos 50 anos do primeiro single dos Beatles Please, Please Me.

As três primeiras músicas I want to hold your hand, She Loves You e From Me to You são tocadas em sequencia, deixando o publico ansioso para o que viria em seguida. A próxima escolhida é Please, Please Me. Paul McCartney fala com a plateia, em inglês, para manter o clima de britânico, começa então All My Loving.

A plateia se agita e todos batem palma para o início de Please Mr. Postman, que é seguida de In My Life. Não havia como não se emocionar e não se entregar ao clima que tomava conta do teatro, era nítido que a banda estava satisfazendo e, muito, a galera. Agora é a vez de John Lennon dar boa noite e dizer o quanto estava feliz em estar aqui.

O show segue com a animadíssima Can’t Buy me Love, a plateia se empolga e todos se levantam para dançar e cantar a musica com o quarteto. Help vem na sequencia para agitar ainda mais a noite, que só estava começando.  Ticket to Ride, mais uma do álbum Help, encerra essa parte.

As próximas musicas são as mais animadas de todo o show. Paul pede a todos que se levantem e cantem juntos Rock n Roll Music, I Saw Her Standing There e, por final, a clássica Twisted and Shout. Para completar a magia, fica no telão uma imagem do The Cavern Club.

O primeiro bloco é encerrado, e o publico fica inquieto. Após alguns minutos um vídeo sobre Abbey Road começa no telão, com depoimentos dos integrantes da banda sobre a experiência de gravar num lugar tão emblemático. Digo por mim que foi impossível não se emocionar vendo aquelas imagens e pensar em tudo que quatro jovens foram capazes de fazer.

A próxima parte do show é dedicada aos anos 70, embalado por Come Together e Get Back. Vem em seguida Back in The USSR e a lindíssima While My Guitar Gently Weeps. Para dar um toque romântico à apresentação, Paul faz uma capela de Blackbird, que leva as fãs à loucura! O show segue com Don’t Let me Down e Let It Be, todos levantam o celular e o teatro fica iluminado. O final se aproxima e Paul pede que todos cantem e se divirtam com a ultima musica, Helter Skelter.

O quarteto deixa o palco, mas ficou uma sensação de quero mais, e é exatamente isso que o publico pede, BIS! Eles retornam e agradecem a presença de todos, que foram mesmo com muita chuva e muito frio.

Drive my Car é tocada com a maior animação possível, tanto do publico quanto da banda, e para encerrar com chave de ouro, os primeiros acordes de Hey Jude são tocados, levando os fãs ao êxtase. O coro clássico foi em alto e bom som, primeiro os homens depois as mulheres e então, todos juntos. Tenho a absoluta certeza que a banda All You Need is Love conseguiu levar todos à uma viagem no tempo fantástica, onde pudemos nos encontrar com os melhores momentos que essas musicas deixaram em nossa vida.

por Nayara Pantaleão Zanchetta

Banda AngraBanda AngraBanda AngraBanda AngraBanda AngraBanda Angra
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Angra – 08/2013, um álbum no Flickr.

ANGRA

Opinião, Porto Alegre/RS (01/08/2013)

Dia 01 de agosto de 2013, dia de show do Angra em Porto Alegre para comemorar os 20 anos de lançamento do álbum Angels Cry. E para aguçar a curiosidade dos presentes, o Angra tinha nos vocais um convidado de luxo. Ninguém mais, ninguém menos que Fábio Lione, vocalista do Rhapsody of Fire.

O show contou com duas bandas de abertura, a primeira a subir no palco foi a banda Sastras, vinda de Butiá. Apresentando suas músicas próprias, que tem como grande diferencial o fato de serem compostas em português. Com um show competente e uma excelente performance da vocalista, a banda apresentou suas composições que versam sobre lendas gaúchas.

A segunda banda de abertura foi a banda Datavenia, de Frederico Westphalen, que apresentou covers de clássicos do trash metal, como Pantera, Metallica, Megadeth e, apenas, uma música própria.

Com um atraso de aproximadamente 30 minutos do horário divulgado, ouve-se o tema de abertura do Angra, e a banda começa seu show com clássica “Angels Cry”, com Fábio Lione mostrando desde então os motivos para o convite nesta tour.

Após a primeira música, Lione começa mostrar todo seu carisma, pedindo desculpas por falar apenas um “poquito” de português e que iria falar um pouco de inglês, espanhol e italiano.

O show segue, e “Nothing to Say” incendeia a galera e mostra que a banda segue com um ótimo entrosamento, e que Fábio Lione tem total domínio das músicas, executando-as com perfeição.

Na sequência são tocadas “Time”, “Lisbon”, “Millenium Sun” e “Winds of Destination”. Após vem “Gentle Change”, música que foi executada pouquíssimas vezes pela banda, mas que ficou muito bem encaixada no Set.

Lione informa então que os vocais da próxima canção ficarão a cargo de Rafael e pede desculpas por não ter certeza se a música é do álbum “Aqua” ou “Aurora Consurgens”. Rafael canta “The Rage of the Waters”, do álbum Aqua.

Após a execução de “Silence and Distance” e “Wings of Reality” a banda deixa o palco, e retornam apenas Kiko e Rafael, que tocam versões acústicas de “Reaching Horizons”, “Queen of the Nigh” e “Make Believe”.

Após o retorno do restante da banda, são tocadas “No Pain for the Dead” e “Evil Warning”. A banda deixa o palco novamente, e após retorna para o bis, em que destacam-se Rebirth, Carry on e Nova era.

Terminado o show, a impressão clara é de que Fábio Lione fez toda a diferença nesta apresentação e que o Angra tem hoje um vocalista a altura de tudo que já fez até hoje para o metal. E com o sentimento de fã, eu gostaria que Lione assumisse o posto de Frontman oficial.

Enfim, um dos melhores shows do Angra que eu já assisti ocorreu nesta noite.

por Franco Silva

Banda ZosoBanda ZosoBanda ZosoBanda ZosoBanda ZosoBanda Zoso
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Zoso – 06/2013, um álbum no Flickr.

ZOSO

Teatro do Bourbon Country, Porto Alegre/RS (27/06/2013)

No dia 27 de junho tive a oportunidade de viver uma experiência única do passado, um momento que conheci apenas por vídeo e texto, pois a banda homenageada naquela noite, o Led Zeppelin, encerrou sua carreira após a morte de John Bonham no ano em que eu nasci.

Zoso – The Ultimate Led Zeppelin Experience realmente faz jus ao nome, pois eles conseguiram impressionar fãs de todas as idades em uma performance completamente fidedigna ao que vi nas velhas gravações. A cada acorde, a cada gesto, tudo parecia uma viagem no tempo. O clima psicodélico do velho Led, que ao vivo ia muito além do que está gravado, também foi reproduzido neste show e, em minha opinião, é exatamente isto que faz esta banda tão especial. Já vi muitas bandas tributo tocando apenas os hits de forma direta, nunca entrando tão profundamente no clima da época.

Pouco antes das 21 horas ouve-se uma voz na casa avisando que o show começará em 10 minutos, típico de teatro, porém, havia uma novidade, poder levar meu copo de bebida para dentro do local do show. Isto é raro em teatros, mas sou absolutamente a favor, afinal rock sem cerveja não tem a mínima graça!

Com as cortinas ainda fechadas a banda começou a tocar um dos maiores hits da história do rock: Rock’n’Roll. Então, quando as cortinas foram abertas, imediatamente já foi possível perceber o nível de similaridade no figurino da banda e também na voz.

O local estava cheio, mas não lotado, ainda havia bons lugares vagos. Ficar sentado em um show de rock é no mínimo estranho, tanto que algumas pessoas tentavam ficar em pé na frente ou ao lado do palco, mas logo eram cordialmente retirados pelos seguranças.

Antes de iniciar a segunda música houve um pequeno problema na bateria, dando tempo ao vocalista para conversar um pouco, dar aquela velha explicação que problemas técnicos sempre podem ocorrer, esfriando um pouco o início do show com pelo menos dois minutos de ajustes.

Não devo usar a palavra encarnação, pois felizmente a maior parte dos músicos originais está viva e na ativa. Então, para destacar cada um dos integrantes deste tributo de tanta qualidade, começo por Matt Jernigan, que canta de forma absolutamente fiel ao tom da voz de Robert Plant. Matt não só encenava perfeitamente os gestos e vocalizações de seu “original”, como também possui uma grande semelhança física. Além de grande músico, também demonstrou um carisma excepcional, conversando e interagindo com o público.

John McDaniel como Jimmy Page não só reproduziu com maestria cada riff e cada solo, como também usou guitarras praticamente clonadas, inclusive a bela Gibson Twin. Assim como Page, ele também tocava com a guitarra bem abaixo da cintura. Mas John não ficou só nisso, interagiu com o público durante seus longos solos, regendo a plateia com um arco de violino que ficou famoso nas mãos de Page.

Minha atenção era grande para o baixista/tecladista Adam Sandling, que representou John Paul Jones de forma fenomenal. Muitas vezes cheguei a pensar se realmente o original tocava o baixo com tanta garra e precisão. Posso estar sendo herege, mas o rapaz realmente impressionava. Ele teve muitos momentos de destaque, principalmente à frente do teclado, quando ficou por vários momentos quase que sozinho em palco.

Por fim, Greg Thompson como John Bonham, o único que poderia estar encarnando alguém, teve muita garra para não deixar nada a desejar. Utilizava mesmo os movimentos de mãos e pulsos na condução das músicas, assim como fazia o falecido mestre. Este rapaz também teve seu momento de deixar a plateia completamente boquiaberta em Moby Dick, ao solar por aproximadamente treze minutos e, assim como John, largou as baquetas e tocou com as mãos, sendo ovacionado em peso pelo público já extasiado com tudo que estava vendo e ouvindo.

Não há muito que ressaltar sobre a execução de cada música, pois todas soavam perfeitas e, visto que estamos falando de Led Zeppelin, qualquer música tocada naquela noite seria um clássico do rock, facilmente cantada por todos os presentes. Estava claro que nada do que se via era por acaso: gestos, efeitos, timbres, acodes e solos, enfim, tudo que acontecia em cima do palco parecia guiado pela encenação impecável de um show da banda original.

Após aproximadamente vinte psicodélicos minutos de Dazed And Confused, a plateia foi a loucura com o anúncio de The Song Remains The Same, os seguranças não conseguiram conter a emoção do momento e finalmente algumas pessoas conseguiram ficar em pé a frente do palco. Já era hora do show realmente esquentar na plateia, pois no palco sobrava energia e entrosamento.

A noite encerrou com a bela dobradinha de Stairway To Heaven e Kashmir, a segunda como parte do bis. Um show com mais de duas horas, porém empolgante para os fãs que ainda queriam mais, já que era bem fácil fechar os olhos e imaginar a banda original tocando. O carisma e humildade dos músicos ficaram claro ao final da apresentação. Enquanto muitos músicos agem como estrelas, no Zoso, cada um deles veio à frente do palco chamando o público para cumprimentar, agradecer a presença, tirar fotos. Este ato realmente parecia fora do script de encenação, desmontados dos personagens e reintegrados aos fãs, assim como eles, do grande Led Zeppelin.

por Caesar Cezar de Cesar

Banda Lulu SantosBanda Lulu SantosBanda Lulu SantosBanda Lulu SantosBanda Lulu SantosBanda Lulu Santos
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LULU SANTOS

Oi apresenta Araújo Vianna, Porto Alegre/RS (23/06/2013)

O Auditório Araújo Vianna foi palco de um show que uniu, numa única noite, público de todas as idades; com o mesmo intuito: ouvir e cantar Lulu Santos.

E nesse clima, Lulu Santos trouxe para Porto Alegre o show Toca Lulu, atual projeto do artista que ultrapassa trinta anos de carreira, muito bem distribuídos em mais de vinte álbuns.

A noite do último domingo começou com o carismático gaúcho, Gabriel Levan, pupilo de Lulu desde a participação no programa The Voice Brasil, em 2012, que nos trouxe novidades como a música, Banal, que faz parte do seu recente projeto, Levante. Além de nos lembrar o quanto foi emocionante ouvi-lo interpretar Come Together, canção dos Beatles, que animou à todos.

Por volta de 20h15, Lulu Santos e banda sobem ao palco do Auditório lotado, com o público em pé, o que logo o contagiou e o fez comentar que no Rio se sente em casa, São Paulo é o motor de tudo, mas o coração é no Rio Grande do Sul.

Em uma viagem aos álbuns do cantor, Tempos Modernos, Toda Forma de Amor, Assim Caminha a Humanidade e outros, todos nos surpreendemos com as versões Disco, Samba e Funk de seus grandes sucessos. A canção Azul, de Djavan, ganhou espaço e cor num palco cheio de vida.

E foi num palco aquecido por vermelho e laranja que conhecemos seu projeto paralelo: Lulu Canta & Toca Roberto e Erasmo. E ao som de Minha Fama de Mau e Festa de Arromba que, como ele mesmo disse: “É mais ou menos, exatamente assim: Rock’N Roll”. E sendo assim, a festa, ainda nem perto do final, juntou o público aquecido em frente ao palco.

A despedida de Lulu não durou mais que uns minutinhos, enquanto os fãs, ainda extasiados, gritavam Toca Lulu. E, mais uma vez, ficamos surpresos por sua simpatia e sua interpretação de Como é Grande o Meu Amor Por Você de Roberto Carlos.

Após duas horas de uma viagem dos anos 80 até os dias de hoje, Lulu Santos, se despede agradecendo o calor com que foi recebido pelo povo gaúcho.

Os fãs mais devotos e esperançosos aguardaram um pouco mais no Auditório, com o intuito de encontrar o músico que os brindou com sua presença, mas sim com alguns suvenires que para sempre vão lembrar o show Toca Lulu.

por Charise Emerim Arar

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Chris Cornell – 06/2013, um álbum no Flickr.

CHRIS CORNELL

Teatro do Bourbon Country, Porto Alegre/RS (17/06/2013)

Na noite desta segunda-feira, dia 17 de junho, uma das vozes mais marcantes do rock dos anos 90, Chris Cornell, veio ao sul do país para um espetáculo acústico e intimista. O local escolhido foi o Teatro do Bourbon Country na zona norte da capital gaúcha.

Primeiramente o show estava marcado para ser no Auditório Araújo Vianna e logo de cara, ficou clara a motivação para a troca de endereço. Com entradas exuberantemente caras, o artista acabou levando um público muito aquém do esperado ou adequado, e a locação definitiva dispunha de um espaço bem reduzido em relação ao local originalmente previsto. Acabou não fazendo muita diferença, ao ponto que, antes da apresentação, o pessoal que se encontrava nos mezaninos e em lugares mais afastados foram convidados a descerem e se aproximarem do palco para preencher o grande número de assentos vazios. Embora aplaudida a atitude, uma completa falta de respeito com quem pagou muito mais caro pelo privilégio de ver a apresentação de perto e acabou sendo amontoado por pagantes menos endinheirados.

Com horário marcado para as 21hs, o bendito só subiu ao palco cerca de meia hora depois numa fracassada tentativa de esperar que fosse chegando mais gente. Ledo engano.

O ex-vocalista do Soundgarden e Audioslave porém, mostrou-se “carismaticamente profissional” e conduziu um show solo muito bom. Logo de cara, mandou ao raio que o parta normas como “proibido fotografias com flash” ou “apenas pessoal previamente autorizado pode fazer filmagens” (isso foi divertido).

Reza a lenda que ele parou de fumar e beber para garantir uma boa voz na turnê. Não sei se efetivamente fez alguma diferença. Para os saudosos jovens adultos que enfrentaram os últimos anos de escola no final do milênio passado sob a trilha sonora do Soundgarden, realmente não fez a mínima diferença. A galera pirou na batata do começo ao fim.

Falando mais de música agora, armado com quatro violões no palco, o cara arrebentou. Na lata soltou três canções da carreira solo: Scar On The Sky, As Hope And Promise Fade e Ground Zero só para provar que o show seria pegado e que a proposta acústica não era apenas uma palhaçada extravagante.

Em sintonia com o público, em dado momento passou a tocar praticamente só músicas sugeridas pela plateia, o que fez com que o setlist previsto virasse uma bagunça. O cantor teve que conter os ânimos da galera em função de tantos pedidos gritados ao mesmo tempo. Até mesmo Hotel Californa do Eagles acabou entrando no repertório. A primeira música do Soundgarden, The Day I Tried To Live, só veio aparecer após toda a baderna.

Depois de brincar com um toca-discos fazendo a vitrola tocar uma das músicas do seu disco solo Euphoria algumas músicas do Audioslave finalmente apareceram: I Am The Highway e Can’t Change Me.

Com o final da audição se aproximando, incrivelmente não se notava qualquer espécie de cansaço vocal por parte do maluco. Vai ver que a história de parar de beber e fumar deram certo.

Aos fãs, mesmo após um show longo e de altíssimo nível, ficou um gostinho de quero mais. Sem bis e sem despedidas, muitas das composições que se tornaram clássicas com o passar dos anos acabaram ficando apenas na vontade. Esse tipo de fenômeno é recorrente com artistas que dispõe de uma carreira tão vasta e rica. Porém o show foi mais curto que no resto do país e especulações a respeito de má-vontade e pouco público sempre vem à tona. Ainda assim, o rock comeu solto e com estilo.

por Fernando Tedesco

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Bill Medley – 06/2013, um álbum no Flickr.

BILL MEDLEY

Teatro do Bourbon Country, Porto Alegre/RS (15/06/2013)

Qualquer pessoa com mais de 30 anos já ouviu, se embalou, dançou agarradinho com uma sirigaita ou, simplesmente, chorou tendo como trilha sonora este mago das baladas românticas cinematográficas do final do século passado.

Convenhamos que a carreira do cara não se resume a trilhas de filmes. Com 50 anos de estrada, o sucesso nos Estados Unidos (país de origem) e Reino Unido veio à tona na década de 60, ao lado do, já falecido, BOBBY HATFIELD. O qual foi homenageado, lembrado e condecorado durante toda apresentação na capital. Mas os hiper-sucessos internacionais de BILL vieram mesmo quando sua voz inquestionável passou a dar vida a algumas das mais eternas canções da história do cinema, como: GHOST, TOP GUN, DIRTY DANCING e outras películas memoráveis. Todas estas relembradas no espetáculo.

Mas, vamos encarar a realidade e falar sério. Já setentão, o velho está na capa da gaita. Claramente com a voz desgastada e com semblante cansado, o show deixou a desejar tecnicamente por parte de seu protagonista. Já a mesma impressão não se pode ter de todos os outros músicos. Instrumentistas excepcionais, com carreiras consagradas acompanhando verdadeiras lendas da história do rock e pop-music. Ilustrando o estadinho do coroa, em dado momento ele entrega o palco à filha por cerca de um terço do show para que esta dê uma amostra de sua carreira como cantora country e apresente um teaser de sua futura turnê.

Contudo, nosso herói foi um poço de simpatia. Mesmo diante de um público muito aquém do esperado e merecido, nunca perdeu o humor, o sorriso, a compostura e o profissionalismo. Com discursos longos falando de sua trajetória musical entremeando cada canção, veio muito a calhar o telão ao fundo, que projetava a legenda do texto recitado pelo cantor.

BILL MEDLEY escreveu seu próprio parágrafo na história da indústria fonográfica do século XX. Os poucos gaúchos que estiveram presentes diante deste ícone podem não ter visto a melhor das performances mas, com toda a certeza, viram e ouviram ao vivo uma lenda ainda viva.

por Fernando Tedesco

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Emmerson Nogueira – 06/2013, um álbum no Flickr.

EMMERSON NOGUEIRA

Oi apresenta Araújo Vianna, Porto Alegre/RS (12/06/2013)

No último dia dos namorados, 12 de junho, os gaúchos da capital tiveram, mais uma vez, o prazer de ver, provavelmente o mais sólido e bem resolvido artista “cover” do país. Desta vez o espetáculo de EMMERSON NOGUEIRA aconteceu no Oi apresenta Araújo Vianna. Casa lotada, diga-se de passagem, mesmo sendo dia de jogo. É, dessa vez, as namoradas não abriram mão pelo futebol.

O primeiro contato que tive com este artista fantástico foi há cerca de dez anos quando, em um pulgueiro de beira de praia, o micro system do local tocava um maravilhoso disco acústico, com melodias estrangeiras que no passado fizeram muito sucesso. Comovido com a qualidade do que escutava, perguntei ao garçom “que diabos era aquilo?”. Minha surpresa foi quando o jovem veio me oferecer uma cópia pirata do álbum duplo em um envelope de papel e, ainda, pela bagatela de R$15,00, sem qualquer espécie de crédito impresso. Apenas posteriormente e, por acaso, fui descobrir de quem se tratava e do sucesso que já estava fazendo país afora.

Com certeza, NOGUEIRA é o caso mais bem sucedido de um cantor de churrascaria nesse país. Convenhamos, ele ainda faz praticamente a mesma coisa, só que com um aparato tecnológico e financeiro muitíssimo superior. Tudo isso oriundo de um sucesso absolutamente digno.

Não se pode falar do show sem creditar a abertura. Ambos os artistas que fizeram o abre-alas foram espetaculares, muito acima do esperado e totalmente alinhados com a proposta do que estava por vir. E quanto ao espetáculo em si não há palavras. Absolutamente impecável do começo ao fim. A trupe de instrumentistas é inquestionável desde a cozinha até a linha de frente. Basicamente todas as versões que, em sua voz, tornaram-se “novos clássicos” nos doze anos de carreira do cantor foram apresentadas. Covers de QUEEN, CREEDENCE, SIMON E GARFUNKEL, MARILLION, JANIS JOPLIN, THE POLICE, TOTO, entre outros. EMMERSON, por sua vez, deu uma aula de simpatia que tornou a audição muito mais aconchegante.

Sem sombra de dúvida uma apresentação de altíssima qualidade em todos os aspectos. E se você não foi, não fique triste, sendo que, praticamente, todos os anos o cara volta a Porto Alegre e sempre com casa lotada. Ano que vem não deve ser diferente. Aguardem e confiram, pois o espetáculo é de primeira! “We will rock you”.

por Fernando Tedesco